GPA com notas brasileiras: precisa converter?

Na maioria dos casos, não. Stanford diz com todas as letras que não é preciso converter as notas para o GPA americano: ela lê o histórico brasileiro de 0 a 10 no contexto do país. O que importa é a escola enviar o histórico oficial, traduzido por outra pessoa, junto com o original.

Revisado em 22 de setembro de 2026. Vale para o ciclo 2026-27, com entrada em 2027.

O que é GPA

GPA (Grade Point Average) é a média das notas na escala americana, que em geral vai de 0 a 4. Cada conceito vale pontos: A vale 4, B vale 3, C vale 2, D vale 1 e F vale 0. Nem toda escola americana usa a mesma escala: algumas usam GPA ponderado (weighted), em que matérias avançadas, como AP e honors, valem mais pontos (College Board).

Como calcular uma estimativa do GPA

Para ter uma estimativa, converta a média anual de cada matéria pela tabela que a NCAA publica para notas brasileiras e tire a média dos pontos. O número serve só de referência pessoal: as universidades leem o seu histórico original de 0 a 10.

Exemplo com as médias anuais de uma aluna do 2º ano, em cinco matérias:

A soma dá 16 pontos. Dividida pelas 5 matérias, dá uma estimativa de GPA 3,2.

Estime o seu GPA

Digite a média anual de cada matéria, de 0 a 10.

Seu GPA estimado aparece aqui.

Só para se situar: as universidades leem o seu histórico original. Não informe esse número na candidatura.

Use esse número só para se situar. Pela tabela, um 7,0 e um 8,9 viram o mesmo 3 (B), então a estimativa perde a diferença entre notas da mesma faixa. As universidades não usam essa estimativa: leem o seu histórico original, do jeito que a escola informa, e quem precisa converter, como a NCAA e a NAIA, faz a própria conversão. Nunca informe essa estimativa na candidatura.

O que cada instituição pede do seu histórico

Stanford e a University of California não pedem conversão: leem as notas de 0 a 10 como a escola informa. Quem converte é o esporte universitário, na NCAA e na NAIA, e a transferência pela Common App pode exigir uma avaliação curso a curso.

Por que não existe uma conversão oficial

Não existe uma tabela única. A NCAA publica a tabela da seção acima para notas brasileiras, mas só para decidir se um atleta pode competir. Pela NCAA, um 7,0 e um 8,9 viram o mesmo 3 (B). Nas universidades que usam o suplemento internacional da Common App, quem indica a equivalência é a escola: o orientador mostra como a escala dela se compara com A a F. Por isso, não invente um GPA na candidatura. Se um formulário pedir GPA e sua escola não usa essa escala, siga a instrução daquela universidade antes de preencher.

Quando a conversão é exigida

Em três casos: no esporte universitário, na transferência pela Common App e quando a própria universidade pede uma avaliação de credenciais na página de admissão internacional. Fora deles, envie o histórico original e só pague uma avaliação se a universidade pedir.

  • Esporte universitário: a NCAA (Divisões I e II) converte pela tabela acima. O cadastro na NCAA é pago, com dispensa possível por necessidade financeira. A NAIA cobra US$ 170 de estrangeiros e exige uma avaliação da InCred, paga à parte. O guia de bolsa esportiva explica o cadastro.
  • Transferência pela Common App: quem já cursou faculdade fora dos EUA pode precisar de uma avaliação curso a curso feita por um serviço americano, como a WES.
  • Pedido da universidade: algumas pedem avaliação de credenciais na página de admissão internacional. Só pague uma avaliação se a universidade pedir.

O que enviar

Quatro documentos: o histórico oficial enviado pela escola, a tradução para o inglês feita por outra pessoa, uma cópia do original em português e, quando a universidade pede, o relatório de meio de ano.

  1. O histórico oficial do ensino médio, enviado pela escola, e não por você.
  2. A tradução para o inglês, feita por outra pessoa, com o nome do tradutor e a relação dele com você.
  3. Uma cópia do original em português, junto com a tradução.
  4. O relatório de meio de ano, quando a universidade pede. Harvard pede, para ver o primeiro semestre do último ano, mas dispensa se a escola não dá notas no meio do último ano ou se você já se formou (no Brasil, o ano letivo termina em dezembro). Nesse caso, a escola manda o relatório final.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Como calcular GPA com notas do Brasil?

Se quiser uma estimativa, converta cada nota pela tabela da NCAA e tire a média. Use só como referência pessoal, nunca na candidatura: as universidades leem o seu histórico original.

Preciso de tradução juramentada?

Não em Harvard nem em Stanford: um professor de inglês pode traduzir, e você mesmo não pode. Mas a regra muda de lugar para lugar: Yale pede tradução certificada (certified translation), e a NCAA exige tradutor qualificado, sem parentesco com você.

Preciso pagar uma avaliação da WES?

Só se a universidade pedir. Isso aparece mais em transferência e no esporte universitário, e a NAIA usa a própria parceira, a InCred. Stanford avisa que não trabalha com serviços de avaliação de credenciais.

Minha escola não calcula GPA nem ranking. Isso atrapalha?

Não. O MIT diz que notas e matérias diferentes das americanas não prejudicam a candidatura. No formulário da escola na Common App (School Report), o orientador pode responder que a escola não tem ranking nem GPA. O importante é o histórico oficial chegar completo e traduzido.

Fontes

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